sexta-feira, 4 de abril de 2014

NOVO CONTEXTO SOCIAL RELIGIOSO - DO "ESPETÁCULO"



Trabalho com base no texto “A Sociedade do Espetáculo e o discurso religioso” de Luiz Carlos Ramos.
                                  
            A sociedade tem atravessado grandes transformações. Elas acontecem a partir das descobertas e criações de mecanismos que possam reproduzir de certa forma, condições de suposta vida digna para o ser humano. No entanto essas supostas condições também trazem efeitos colaterais que necessitam de autocrítica, a fim de reconhecermos seus contratempos. Assim podemos perceber que nunca aconteceram mudanças tão velozes como nas últimas três décadas dentro da sociedade, devido à evolução da informática.
            A inserção da mídia no cotidiano das pessoas protagoniza uma nova identidade social. A imagem da TV, conforme Luiz Carlos Ramos se tornou uma verdade, que faz a pessoa alienar-se da realidade não muito colorida e bonita como a imagem reproduz. A idéia do belo e bom reproduzido pela publicidade das imagens firmou-se na mente da nova sociedade do espetáculo.
            Essa visão determina um novo discurso religioso onde a verdade se conecta com a separação da vida, sendo assim procura-se por novas necessidades espirituais para serem supridas. Elas vão se encontrar nos anseios que o marketing das imagens propicia, o consumo.
            Dessa forma a graça de Deus tem se tornado um objeto de consumo. A promessa de sucesso financeiro, posse de bens de consumo, proeminência social, progresso na carreira profissional, entre tantas, estão na base da comunhão com Deus. Assim também se muda a aparência da singeleza pela suntuosidade, quantidade. O sucesso financeiro é o modelo formado dos pastores que tem afinidade com Deus.
            O investimento no estrelato se prioriza. Os fiéis formam um grande e importante nicho de mercado, onde o consumo se torna necessário para fabricar o novo evangelho. A verdade da sociedade do espetáculo crê na promessa de ganhar o céu no intercâmbio. A compra de CDs, livros, revistas, dízimos, ofertas tem seu um valor, assim como uma benção especializada para cada uma delas.
            O espaço de confraternização das comunidades, e o calor humano se reduziram ao isolamento virtual.
 Partindo desse pressuposto não existe dificuldade de reconhecer que o culto (adoração a Deus) por esses veículos tem seu feitio formalizado a reboque dos desejos, necessidades e ambições do coração humano, (para ser absorvido e comprado) que conforme a revelação bíblica profética é desesperadamente corrupto (Jr 17.9), assim como desde os primórdios também é reconhecidamente maligno os desígnios humano (Gn 8.21).
            Ao analisarmos a teologia econômica da igreja constituída pela doutrina apostólica, com aprovação testemunhal de Jesus (At 4), em comparação com o novo segmento cristão mediado pela mídia, especialmente a televisiva percebemos,
            a) tinham um só pensamento (unidade).
            b) a vida dos que criam na ressurreição de Jesus testemunhada pelos apóstolos era de abundante graça (ajudavam-se mutuamente).
            c) os que tinham mais posses dividiam com os menos favorecidos.
            d) igrejas distantes (Macedônia) cobriam a dificuldade de outra mais pobre (Judéia), 2 Co 8.14, para que houvesse igualdade.
            Claramente existe já um desafio para o cristão atual viver na nova dimensão urbana e transformada e ser solidário num sistema político, econômico, social e hostil, porém não é concebível estimular a alienação, egoísmo, discriminação social, soberba, arrogância religiosa de uma forma oculta entre os discursos, músicas e shows e promessas que não condizem com os valores do Reino de Deus.
O conceito humano de ser maior e, sobretudo superior socialmente anda ao avesso da advertência de Jesus aos discípulos “quem quer ser maior no Reino dos céus deve ser o menor, deve ser aquele que serve”
            Os ideais divinos teológico-econômicos expostos por Jesus que se concentra na “busca primeiramente do Reino de Deus e todas as outras coisas lhes serão acrescentadas” foram simplesmente removidas para, se buscar primeiro as coisas do reino humano e assim Deus lhe será acrescentado.
            A questão é: como a nova comunidade eclesiástica que se locupleta pela teologia midiática narcisista responderá quando lhe for pedido por Jesus para “carregar sua cruz”?
           
             
           
Matrícula 201973                        TEO_EAD 8 2014 1sem          Pólo Itanhaém

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