Jorge Barreiros Alves
Quando focamos o assunto que envolve
a vida humana e sua condição na terra, não conseguimos disfarçar a preocupação
cada vez maior. Embora esforços em grande parte do mundo sejam debatidos, a
biodiversidade continua a sua decadência vital. Uma das últimas tentativas de
discutir o assunto, a conferência Rio+20, demonstrou um claro descaso daqueles
que poderiam dar suporte maior à tentativa de barrar, ou diminuir a destruição dos recursos
naturais do planeta, que são os líderes das maiores potencias.
Reconhecidamente o órgão que cuida
das questões ambientais que está subordi-nado à ONU, não tem sido levado a
sério. Primeiro porque os recursos que lhe é destinado é um dos menores dentro da
organização, e segundo, qualquer pessoa pode participar para debater assunto que envolve o risco de toda a humanidade nessas conferências.
Até hoje vemos a dramática batalha praticamente individual de alguns, e
algumas organizações lutando de uma forma distante uma das outras, e o
resultado fica muito aquém do que toda a humanidade necessita. A essa conclusão
reagimos com um pensamento, o que poderá parar a degradação desses elementos
essenciais à vida humana? Dentro desse
pensamento também questionamos o processo de começo e término do ciclo vital da
terra.
Não há dúvida que a tradição religiosa cristã pode associar os escritos
bíblicos apocalípticos aos acontecimentos que a ciência já começa a afirmar, ou
seja, a terra não poderá suportar por muito tempo tanto saque e feridas dos
elementos que fazem parte do seu corpo.
Os relatos das palavras de Jesus que abrangem todo capítulo 24 do
evangelho de Mateus afirmam que, o ser humano em algum momento estará de frente
com seu criador a fim de responder pelo que tem feito com sua vida e as
implicações sobre a criação do seu Senhor.
Portanto a terra caminha para seus estertores, porém devemos considerar
que esse não seria o intento, caso o ser humano tivesse uma relação de
obediência ao Criador e conseqüentemente respeito pela criação.
O grande desafio do cristão é sem dúvida, num contexto em que os valores
sociais não se coadunam com a mente de Deus, é primeiro buscar essa relação
cada vez mais apurada para entender todo processo que o próprio Senhor colocou
em prática para salvar sua criação. E segundo não calar frente ao que mais tem
prejudicado a relação divina com toda criação, a ganância que subiu tanto que
ultrapassou a capacidade de um raciocínio lógico, a ponto de praticar a
destruição generalizada.
Concluímos, portanto que a terra é um elemento que devido à ação
irracional do ser humano, caminha para seu fim, e a ação do cristão deve
permear desde a defesa da criação, até a conscientização humana do seu egoísmo.
Referências bibliográficas
BÍBLIA, A Bíblia
Sagrada, português, traduzida por João
Ferreira de Almeida, Edição Revista e Atualizada no Brasil. 2 ed. Barueri-SP:
SBB, 2006
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