terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Terra e humanidade ameaçados: desafio ao cristianismo



                                                                       Jorge Barreiros Alves

            Quando focamos o assunto que envolve a vida humana e sua condição na terra, não conseguimos disfarçar a preocupação cada vez maior. Embora esforços em grande parte do mundo sejam debatidos, a biodiversidade continua a sua decadência vital. Uma das últimas tentativas de discutir o assunto, a conferência Rio+20, demonstrou um claro descaso daqueles que poderiam dar suporte maior à tentativa de barrar, ou diminuir a destruição dos recursos naturais do planeta, que são os líderes das maiores potencias.
 Reconhecidamente o órgão que cuida das questões ambientais que está subordi-nado à ONU, não tem sido levado a sério. Primeiro porque os recursos que lhe é destinado é um dos menores dentro da organização, e segundo, qualquer pessoa pode participar para debater assunto que envolve o risco de toda a humanidade nessas conferências.
Até hoje vemos a dramática batalha praticamente individual de alguns, e algumas organizações lutando de uma forma distante uma das outras, e o resultado fica muito aquém do que toda a humanidade necessita. A essa conclusão reagimos com um pensamento, o que poderá parar a degradação desses elementos essenciais à vida humana?  Dentro desse pensamento também questionamos o processo de começo e término do ciclo vital da terra.
Não há dúvida que a tradição religiosa cristã pode associar os escritos bíblicos apocalípticos aos acontecimentos que a ciência já começa a afirmar, ou seja, a terra não poderá suportar por muito tempo tanto saque e feridas dos elementos que fazem parte do seu corpo.
Os relatos das palavras de Jesus que abrangem todo capítulo 24 do evangelho de Mateus afirmam que, o ser humano em algum momento estará de frente com seu criador a fim de responder pelo que tem feito com sua vida e as implicações sobre a criação do seu Senhor.
Portanto a terra caminha para seus estertores, porém devemos considerar que esse não seria o intento, caso o ser humano tivesse uma relação de obediência ao Criador e conseqüentemente respeito pela criação.
O grande desafio do cristão é sem dúvida, num contexto em que os valores sociais não se coadunam com a mente de Deus, é primeiro buscar essa relação cada vez mais apurada para entender todo processo que o próprio Senhor colocou em prática para salvar sua criação. E segundo não calar frente ao que mais tem prejudicado a relação divina com toda criação, a ganância que subiu tanto que ultrapassou a capacidade de um raciocínio lógico, a ponto de praticar a destruição generalizada.
Concluímos, portanto que a terra é um elemento que devido à ação irracional do ser humano, caminha para seu fim, e a ação do cristão deve permear desde a defesa da criação, até a conscientização humana do seu egoísmo.


Referências bibliográficas

BÍBLIA, A Bíblia Sagrada, português, traduzida por João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Atualizada no Brasil. 2 ed. Barueri-SP: SBB, 2006
















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